Versos e Confissões
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Tatuado
Tatuado em
minha lembrança,
A imagem e
juras que fiz.
Jurei que
era único e será.
Sinto que
não esqueci, porém extinto.
Busco e não
vejo mais.
O que
aconteceu ninguém sabe,
Sofro por
ser tarde demais.
Falar-te não
posso,
Seus olhos
não mais me veem.
Não consegues
mais traduzir
Meus longos
discursos de amor.
Palavra que
esta esquecida
Por medo de
falar outra vez.
Não foi
fácil e continua.
Em desprezo
não posso sorrir.
Até queria
mais não é assim.
Amor que eu
tanto amei,
Desejo e não
posso outra vez.
Naiane Andrade
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Tudo Valeu a Pena
Viver é um desafio constante. Sem perceber, entramos nas
ilusões da realidade superficial, acreditando nas promessas fáceis da
felicidade material e mergulhamos assim nos sonhos fúteis do conforto físico,
imaginando estar imunes ao sofrimento. Mas as ilusões obscurecem nossa lucidez,
deturpam situações, invertem valores, nos arrastando aos círculos de sofrimento
que queríamos evitar. E chega sempre a hora de descobrir que a vida é mais do
que supúnhamos; sua sabedoria nos coloca diante da eterna chama da verdade, que
ofusca nossas ilusões, nos forçando a distinguir o falso do verdadeiro. Por
entre os choques da realidade profunda e as lições do dia a dia, conquistamos
as vantagens da maturidade e entendemos que TUDO VALEU A PENA.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Seguindo
Confusa vida
essa minha,
Do passado
esquecido ao presente desejado.
Presente
esse que você foi para mim.
Passado eu
não quis, presente se foi, futuro anulado.
Humilhante
foi o tal fim,
Mérito que
não mereci.
Carinho te
dei, atenção dediquei e planos refiz.
Pensei ser
amor, mergulhei...
E como de súbito
do sonho acordei,
Tu já havias
partido.
E eu? Nem pude
dizer adeus!
Sozinha perdida
sem rumo...
Amando alguém
que havia mesmo existido?
Sonho ou
pesadelo não sei,
Mais seguindo
e superando,
Estou eu
aqui outra vez.
Naiane
Andrade
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Pode me chamar de amiga
Sai
pensamento, voa, vaga, mais corre de mim.
Deixa-me
recomeçar agora que estou livre.
Não sofro
nem quero arrepender-me,
Esse diferencial
que machuca, é o que te faz especial.
Era só o
poder que eu queria, satisfazer essa incerteza.
O que não
mais importa, se é que devia.
Sinto o
agora, mais passa, como sempre foi embora.
Palavra ambígua
que te leva para longe de mim.
Sempre comigo
o gosto do que poderia ter sido.
Gosto que
não quero mais,
Saudade que não
mais virá.
Agora só se
for do novo,
Por isso
muito prazer,
Pode me
chamar de amiga.
Naiane
Andrade
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